sexta-feira, 29 de abril de 2011

Com a palavra... sua santidade, o Dalai Lama.


A raiva e o ódio são 2 de nossos amigos mais íntimos.
Quando eu era jovem, minha relação coma raiva era bastante íntima. Depois com o tempo, descobri que discordava muito da raiva.Através do uso do senso comum, com a ajuda da compaixão e da sabedoria, eu agora tenho um argumentomuito mais forte com o qual posso derrotar a raiva.
Talvez existam dois tipos de raiva. Um deles poderia ser tranformado em uma emoção positiva. Por exemplo se alguém com uma motivação sincera e compassiva, sente preocupação por uma pessoa e essa pessoa não dá ouvidos a recomendações relativas aos seus atos , não há alternativa a não ser recorrer ao uso de algum tipo de força para impedir os atos condenáveis dessa pessoa.
De acordo com a minha experiência, está claro que,se cada indivíduo fizer um esforço, ele ou ela poderá mudar.É claro que a mudança não é imediata e demora muito.Para mudar e lidar com emoções, é crucial analisar quais pensamentos nos são úteis, construtivos e benéficos.Estou me referindo principalmente àqueles pensamentos que nos deixam mais calmos,mais relaxados e que nos dão tranqüilidade de espírito, em vez daqueles pensamentos que criam inquietação, medo e frustração.
  No interior do corpo, existem bilhões de partículas diferentes. Da mesma forma, existem muitos pensamentos diferentes e uma variedade de estados de espírito.
È prudente examinar com atenção o universo da mente e fazer a distinção entre estados de espírito benéficos e prejudiciais.
Uma vez que se reconheça o valor dos bons estados de espírito, é possível desenvolve-los ou propiciá-los.
 O Buda  ensinou os princípios  das Quatro Nobres Verdades, e esses formam o alicerce para o Darma do Buda.
A terceira Nobre Verdade é a cessação. Neste contexto, cessação significa o estado de espírito ou qualidade mental que, através da prática e do esforço, extingue todas as emoções negativas. Trata-se de uma etapa na qual o indivíduo atingiu um estado de espírito aperfeiçoado, imune aos efeitos de vários pensamentos e emoções de natureza negativa e angustiante.
No texto budista , Um manual para o estilo de vida do Bodhisattva, o grande estudioso Shantideva  menciona que é muito importante que a pessoa tenha o cuidado de não entrar em situações que levem a insatisfação, porque a insatisfação é a semente da raiva.
Isso significa que devemos adotar uma certa atitude diante  de nossos bens materiais , nossos companheiros e amigos e diante de várias situações.
(texto retirado do Livro da Sabedoria de Dalai-Lama, que se encontra na biblioteca disponível para empréstimo)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ACERVO Bbc - NOVOS TÍTULOS DO MÊS DE ABRIL

* Pensar é causar de José Maria de Sousa Borges, Ed. Pensamentos.

* Educação e raça: perspectivas políticas, pedagógicas e estéticas de Anete   Abramowicz e Nilma Lino Gomes, Ed. Autêntica.

*Ofélia, a Ovelha de Marina Colasanti, Ed. Global.

*Os Lusíadas de Luis de Camões, Ed. Biblioteca Reprográfica Xerox.

* Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico, Ed. Cortez.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Como vai a sua mente?


João era um lixeiro diferente. Sua presença fazia-se notar já pelas roupas que usava: eram limpas. João, em sua sabedoria popular, dizia que o externo é o reflexo do interno. Era de uma família tradicional de lixeiros. João era um deles. Nas suas andanças pelas ruas da cidade, apresentava-se sempre sorridente, compenetrado e feliz, pois sabia, por conhecimento tradicional, que alguém deveria sempre recolher o lixo das atitudes humanas. Considerava honroso esse trabalho, pois sabia que só os evoluídos podem reconhecer o lixo. Os outros são apenas inocentes fazedores de lixo!
João não se casou, porque as mulheres de sua época não conseguiam ver riquezas em reconhecedores de lixo, lixeiros, mas tão somente nos fazedores de lixo.
Gostava de ficar perto de grupos, pois sabia que mais cedo ou mais tarde entrariam em discussão e, então, sobrariam muitos pedaços de papel esvoaçando pelo ar, tal como palavras caluniadoras. Procurava recolher tão depressa quanto possível esses pedaços e guardá-los em seu silêncio, pois sabia que, se não agisse rapidamente, o mal se espalharia.
“Limpar, limpar, limpar”  era seu lema, pois acreditava em um mundo limpo.
João morreu e foi enterrado em uma esquina suja. Está no ar, pairando até hoje, a sua Esperança de que conforme ele dizia, “depende de você”.
Como vai a sua mente?

Fonte:     "Como vai a sua mente?"
                  PC Editorial, 2001
                  Dr. Celso Charuri 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pensamento do dia

“ A felicidade depende apenas de
nossa conduta. Deixe a SABEDORIA
guiar seus passos e tenha uma
               vida feliz !!!
                                         (Anônimo)




“ Para que levar a vida tão a sério
se ela é uma incansável batalha da
 qual jamais sairemos vivos ?!?!??!?
                                 Bob Marley
 




sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que é um amigo? Quem é meu amigo?

Texto enviado pela amiga Ana Maria Franco Marach :
Porque você podia ser meu amigo, você também, você também...
Amigo! Mas a palavra amigo estava atrás, estava dentro. Ele era forte. E aí descobri os elementos que eu deveria encontrar no amigo, quem deveria ser o amigo. E descobri um grande amigo e quero descrever para vocês.
Puxa vida! É difícil, é difícil.
Mas, o meu amigo... eu não sei descrever bem!
Bom, a Filosofia diz que para descrever uma pessoa, a gente pode usar as obras da pessoa, o que a pessoa faz, e os representantes na obra. Aí fica fácil. Assim eu posso descrever o meu amigo.
Meu amigo... ele tem muitos representantes. Um dos representantes do meu amigo são as formigas. As formigas! Meu amigo, pelas formigas, ensina-me a trabalhar muito, muito, mesmo que tudo esteja...
Meu amigo tem mais representantes. Ele tem como representante as flores. Flores! Ele me ensina pelo perfume das flores, pela cor das flores, pela beleza das flores, que a gente deve amar o puro, a pureza em todo o seu esplendor, a pureza do natural. E se alguém já reconheceu...
Tem mais. Esse meu amigo tem outro representante: são os pássaros. Os pássaros! Meu amigo por intermédio dos pássaros, me diz que eu preciso um dia alcançar as alturas! Ele me diz que eu posso aprender a voar! Ele me fala em liberdade, quando ele me deixa ver os seus representantes voadores. Ele me fala em alturas, ele me lembra tanta coisa quando eu vejo a doçura dos pássaros! E pelos pássaros ele me ensina que é preciso também lutar pela sobrevivência, tal qual as gaivotas.
Meu amigo é esse. Esse é meu amigo.
Saí à procura desse amigo. Difícil encontrar! Mas comecei a olhar nas pessoas aquele “pedaço da laranja” e, de repente, encontrei um, encontrei outro, outro...
E aí me acerquei de amigos. Amigos cada um com a sua especialidade: uns de voar, outros de ficar com o pé bem no chão, outros de ter a força para a luta, outros que me ensinavam a prudência, outros que me ensinavam a temperença... e juntos saímos à procura de Paz.
Amizade! Algo nobre, grande, algo que dá razão de eu existir agora!
Que bom tê-los! Que bom tê-los para aquela hora amarga! Que bom tê-los para aquela hora obscura! Que bom tê-los para o desespero! Que bom tê-los para a doença! Que bom tê-los para a saúde e os prazeres! Que bom tê-los! Que bom tê-los, porque principalmente nós podemos levantar uma bandeira sublime, gloriosa, que cumpre o objetivo inicial do homem na Terra – a bandeira da inocência!

Fonte: Dr. Celso Charuri
Fundador e idealizador da Pró-Vida – Integração Cósmica