Fuleco, o
mascote da Copa do Mundo do Brasil, é um animal de verdade: um tatu-bola que luta para sobreviver e
fugir da extinção. Mas até o momento, a Copa não o ajudou muito.
Cientistas
vinculados ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO)
lançaram uma provocativa campanha no qual pedem à FIFA e ao governo que cada
gol marcado na Copa seja transformado em 1.000 hectares de proteção do seu eco
sistema.
O
tatu-bola é um animal curioso de 50 centímetros que quando sente a aproximação
do perigo se recolhe e, com sua dura carapaça, forma uma bola perfeita. Daí a
sua escolha como mascote do Mundial.
A caça
e a destruição de seu hábitat, a 'Caatinga', semiárido que abrange parte do
norte e o nordeste do Brasil, são as principais ameaças à sua sobrevivência.
A ONG
Associação Caatinga propôs à FIFA que adotasse o "tatu-bola" como
mascote, convencida de que o Brasil, um país de rica biodiversidade, deveria
vincular a Copa do Mundo ao meio ambiente e aproveitar o evento para proteger
espécies e ecossistemas em risco.
Mais de
1,7 milhão de pessoas votaram para
escolher o nome do pequeno tatu, que pesa menos de um quilo e se alimenta de
formigas, raízes e frutas. "Fuleco", combinação das palavras
"futebol" e "ecologia", foi o escolhido.
O governo brasileiro tem boas
notícias para o tatu. Está para sair um plano com metas específicas para a
preservação da espécie, informou o Ministério do Meio Ambiente.
A
Caatinga, que ocupa uma área mais extensa que França, Reino Unido e Suíça
juntos, e mantêm aproximadamente 50% de sua cobertura vegetal, é o hábitat de
outras espécies emblemáticas e ameaçadas que poderiam se beneficiar desta
proteção, como a onça e a jaguatirica.
O
tatu-bola - cujo nome científico é "Tolypeutes Tricinctus", em alusão
às três faixas que permitem que sua carapaça se encaixe em forma de bola - é
"a única espécie de tatu endêmico do Brasil", além de ser a menor e
menos conhecida, segundo o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
"O
tatu-bola não cava buracos, e suas únicas estratégias de defesa são a fuga e se
recolher sob sua carapaça, mas mesmo correndo em fuga, pode ser alcançado
facilmente por uma pessoa e quando se enrola [uma posição que pode manter por
20 ou 30 minutos], pode ser agarrado sem riscos para quem o caça", diz o
Livro Vermelho.
Fonte:
www.google.com