Uma das explicações para que o dia 1º de abril seja o “dia da mentira”, é a de que na Europa antes de ser utilizado o calendário gregoriano, o ano era iniciado entre 25 de março e dia 1º de abril, coincidindo com o início da primavera.
Assim, muitas pessoas não se
acostumaram com a idéia de comemorar o Ano Novo no dia 1º de janeiro, e
continuaram com a festa na data antiga, 1º de abril. Então, por isso eram
motivos de brincadeiras, como receberem convites para festas que não
aconteceriam, presentes falsos e ganharem apelidos também.
Não há ninguém que nunca contou uma mentira. Quem disser o contrário, já contou
uma. A mentira, apesar de não ser a melhor opção, é muitas vezes um recurso de
proteção, de salvar a pele pelo menos no
momento.
Algumas expressões mostram como ela
faz parte do comportamento humano: “mentira tem perna curta”, pois um dia o
mentiroso é descoberto; ou “mente e nem fica vermelho”, a cara-de-pau é tamanha
que se for preciso o mentiroso chora e jura falar a verdade sem o menor pudor,
sem ficar com a face
rubra.
Quem não se lembra do personagem de Chico Anísio, o Pantaleão, que contava seus
causos aos visitantes com as mentiras mais descabidas? E para dar veracidade ao
fato perguntava à esposa: “é verdade ou não é, Terta?”, que cúmplice do marido,
dizia: “é sim!”. O mentiroso gosta de comprovar o que diz, nem que seja preciso
somar outra
mentira.
Dia das mentiras
Mente o adulto e as crianças,
não importa a idade.
Todos mentem neste dia,
são mentiras sem maldade
Mentem-se em casa e na escola,
e qualquer rua ou praça.
E com tanta mentirola
todos se enganam com graça
Nada de zangas, de iras,
mentir nem sempre é maldade.
E até há santas mentiras,
ditas com grande amizade.
Poema de Fernado Cardoso.
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