terça-feira, 1 de abril de 2014

Pega na mentira

Dia 1º de abril é o dia da mentira! Dia em que muitas pessoas gostam de contar lorotas que pegam os desavisados com mentirinhas no geral inofensivas ou às vezes não muito. Mas se em um dia do ano pode-se contar mentiras, então deduz-se que nos outros a verdade reina.

Uma das explicações para que o dia 1º de abril seja o “dia da mentira”, é a de que na Europa antes de ser utilizado o calendário gregoriano, o ano era iniciado entre 25 de março e dia 1º de abril, coincidindo com o início da primavera.



Assim, muitas pessoas não se acostumaram com a idéia de comemorar o Ano Novo no dia 1º de janeiro, e continuaram com a festa na data antiga, 1º de abril. Então, por isso eram motivos de brincadeiras, como receberem convites para festas que não aconteceriam, presentes falsos e ganharem apelidos também.
 
Não há ninguém que nunca contou uma mentira. Quem disser o contrário, já contou uma. A mentira, apesar de não ser a melhor opção, é muitas vezes um recurso de proteção, de salvar a pele pelo menos no momento.
 
Algumas expressões mostram como ela faz parte do comportamento humano: “mentira tem perna curta”, pois um dia o mentiroso é descoberto; ou “mente e nem fica vermelho”, a cara-de-pau é tamanha que se for preciso o mentiroso chora e jura falar a verdade sem o menor pudor, sem ficar com a face rubra.
 
Quem não se lembra do personagem de Chico Anísio, o Pantaleão, que contava seus causos aos visitantes com as mentiras mais descabidas? E para dar veracidade ao fato perguntava à esposa: “é verdade ou não é, Terta?”, que cúmplice do marido, dizia: “é sim!”. O mentiroso gosta de comprovar o que diz, nem que seja preciso somar outra mentira.
 
 
Dia das mentiras
 
Mente o adulto e as crianças,
não importa  a idade.
Todos mentem neste dia,
são mentiras sem maldade
 
Mentem-se em casa e na escola,
e qualquer rua ou praça.
E com tanta mentirola
todos se enganam com graça
 
Nada de zangas, de iras,
mentir nem sempre é maldade.
E até há santas mentiras,
ditas com grande amizade.
 
Poema de Fernado Cardoso.

 
 
 

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