Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos
grande parte dela.
A vida se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi
dada com muita generosidade para a realização
de importantes tarefas.Ao contrário , se desperdiçada no luxo e na indiferença,
se nenhuma obra é concretizada, por fim, se não se respeita nenhum valor, não
realizamos aquilo que deveríamos realizar, sentimos que ela realmente se esvai.
Desse modo, não temos uma vida breve, mas fazemos com que
seja assim.
Não somos privados , mas pródigos de vida.Como grandes
riquezas, quando chegam nas mãos de um mau administrador, em um curto espaço de
tempo, se dissipam, mas , se modestas e confiadas a um bom guardião, aumentam
com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que
sabe dela usufruir.
Texto do livro : A brevidade da vida . autor : Sêneca
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