O
Papel do mito
Os
mitos são ricas fontes de insights psicológicos.
Eles constituem um gênero muito especial de literatura. Não são escritos ou criados
por um único indivíduo, porque na realidade são produtos da imaginação e
experiência de toda uma era, de toda uma cultura.
Parece
que eles se desenvolvem gradativamente quando certos motivos emergem; à medida
que as pessoas contam e recontam algumas histórias que despertam e prendem sua
atenção, os mitos vão-se aperfeiçoando até chegar à sua lapidação total. Deste modo,
temas que são exatos e universais mantêm-se vivos, enquanto aqueles que dizem
respeito a alguns poucos indivíduos, ou a alguma época em particular,
desaparecem. Mitos, portanto, retratam imagens coletivas, mostram coisas que
são verdadeiras para todos.
Isso
desmente a definição racionalizadora, que diz ser o mito mentiroso e
imaginário: “Como? Ah, isso é só um mito, não tem nada de verdadeiro!” É o que
ouvimos com frequência. Os detalhes da história mítica podem ser inverídicos ou
até fantásticos, mas na realidade um mito é profunda e universalmente
verdadeiro.
Do livro She: A Chave do Entendimento da Psicologia Feminina, de Robert Johnson.
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