sexta-feira, 2 de maio de 2014

SEIS MITOS SOBRE CRIATIVIDADE


A criatividade é geralmente concebida como um dom, que só pode ser utilizado por alguns poucos indivíduos agraciados de maneira inata por essa habilidade. É preciso eliminar alguns mitos acerca desse constructo.
Essa listagem de mitos foi obtida a partir de um trabalho feito pela professora Teresa Amabile, de Harvard.

1.     Criatividade é fruto de indivíduos criativos.
 
Diversas pesquisas mostram que qualquer pessoa com inteligência normal é capaz de feitos criativos.


2.   Dinheiro é um motivo para a criatividade.
 
Diversas pesquisas experimentais feitas no campo da criatividade sugerem que “dinheiro não é tudo” – ao menos no que tange a criatividade. Indivíduos criativos se envolvem com seus projetos de maneira intrínseca, motivados pela atividade propriamente dita, não dependendo de recompensas.


3.    Falta de tempo é combustível para a criatividade.

As pessoas costumam ser menos criativas quando estão “lutando contra o tempo”, ou quando insistem em fazer diversas atividades simultaneamente. Esse tipo de pressão geralmente não funciona porque ele coíbe que os indivíduos mergulhem fundo no problema. Além disso, a criatividade requer um período de incubação das ideias: as pessoas precisam realizar uma imersão em todo o conhecimento relativo ao problema e, sem pressão, deixar que as ideias simplesmente surjam.


4.   Medo e tristeza incentivam a criatividade.

O senso comum possui a ideia de que tristeza e medo são estímulos para a criatividade. Realmente há relatos de escritores e artistas criativos – os “gênios” depressivos e românticos. Em contrapartida, quando as pessoas estão felizes e motivadas existe uma chance maior de pensarem no seu projeto o dia inteiro, ainda que de maneira inconsciente. Isso favorece a incubação de novas, que poderão surgir nos momentos menos esperados.

 
5.    Competição vence a colaboração.

Em dias competitivos como o de hoje, não é de se admirar que esse mito prevaleça. No entanto, as equipes mais criativas geralmente têm suas relações interpessoais alicerçadas em confiança, o que permite que os grupos compartilhem informações e debatam ideias. Em contrapartida, quando as pessoas competem por algum tipo de reconhecimento, elas param de compartilhar informações.

 
6.   Empresas com grande rotatividade de funcionários são mais criativas.

Em seus estudos, a professora Teresa Amabile analisou seis mil funcionários de uma subdivisão de uma multinacional de eletrônicos que estava no processo de demissão de 25% de seus funcionários. A possibilidade de serem demitidos foi o suficiente para que os funcionários largassem por completo o processo criativo. O sofrimento por antecipação foi ainda mais determinante para isso do que as demissões propriamente ditas: o medo do futuro profissional levou os funcionários a se alienarem do trabalho. Assim em um ambiente desse tipo, cabe aos líderes estabilizarem as condições de trabalho e as relações interpessoais, para que as ideias voltem a surgir.

Livro do Projeto Leituras: Mentes Brilhantes de Alberto Dell’isola.

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