sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Mascote da nossa Copa

 
 
         Fuleco, o mascote da Copa do Mundo do Brasil, é um animal de verdade: um tatu-bola que luta para sobreviver e fugir da extinção. Mas até o momento, a Copa não o ajudou muito.                                                               
         Cientistas vinculados ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) lançaram uma provocativa campanha no qual pedem à FIFA e ao governo que cada gol marcado na Copa seja transformado em 1.000 hectares de proteção do seu eco sistema.
O tatu-bola é um animal curioso de 50 centímetros que quando sente a aproximação do perigo se recolhe e, com sua dura carapaça, forma uma bola perfeita. Daí a sua escolha como mascote do Mundial.
A caça e a destruição de seu hábitat, a 'Caatinga', semiárido que abrange parte do norte e o nordeste do Brasil, são as principais ameaças à sua sobrevivência.
A ONG Associação Caatinga propôs à FIFA que adotasse o "tatu-bola" como mascote, convencida de que o Brasil, um país de rica biodiversidade, deveria vincular a Copa do Mundo ao meio ambiente e aproveitar o evento para proteger espécies e ecossistemas em risco.
Mais de 1,7 milhão de pessoas votaram  para escolher o nome do pequeno tatu, que pesa menos de um quilo e se alimenta de formigas, raízes e frutas. "Fuleco", combinação das palavras "futebol" e "ecologia", foi o escolhido.
         O governo brasileiro tem boas notícias para o tatu. Está para sair um plano com metas específicas para a preservação da espécie, informou o Ministério do Meio Ambiente.
A Caatinga, que ocupa uma área mais extensa que França, Reino Unido e Suíça juntos, e mantêm aproximadamente 50% de sua cobertura vegetal, é o hábitat de outras espécies emblemáticas e ameaçadas que poderiam se beneficiar desta proteção, como a onça e a jaguatirica.
O tatu-bola - cujo nome científico é "Tolypeutes Tricinctus", em alusão às três faixas que permitem que sua carapaça se encaixe em forma de bola - é "a única espécie de tatu endêmico do Brasil", além de ser a menor e menos conhecida, segundo o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
"O tatu-bola não cava buracos, e suas únicas estratégias de defesa são a fuga e se recolher sob sua carapaça, mas mesmo correndo em fuga, pode ser alcançado facilmente por uma pessoa e quando se enrola [uma posição que pode manter por 20 ou 30 minutos], pode ser agarrado sem riscos para quem o caça", diz o Livro Vermelho.
Fonte: www.google.com
 
 
 

 
 
 

 

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